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Começar a desenhar é um caminho sem volta. Depois que a gente rabisca os primeiros traços no papel, abrimos portas para que outras formas se moldem ali na nossa frente e se transformem no que a gente quiser. Qualquer um pode começar a desenhar. Não há regras nem jeitos corretos, até porque cada um tem a sua própria forma de tirar ideias da cabeça e transferir para o papel. Mais do que técnica, desenhar também tem muito a ver com a nossa inspiração e com a nossa maneira de enxergar e sentir o mundo.

Nessa nossa conversa de hoje, vou contar um pouquinho dos meus processos para desenhar e lembrar sobre como comecei a riscar os primeiros traços, tomar gosto pelos resultados e aprimorar livremente essa arte tão delicada. Vem comigo?

Dica 1 – Observar

Sempre fui muito observadora. Também, sempre acreditei que a gente aprende muito quando olha à nossa volta, quando recolhe informações e imagens que agradam aos nossos olhos, quando transforma o nosso campo de visão em algo agradável, que nos inspire. Fiz uma aula de desenho com a ilustradora e ela disse uma coisa que guardo na minha cabeça até hoje: a gente deve cuidar daquilo que a gente vê, e com o que alimentamos nossa alma. Todas as referências visuais que temos em nosso dia a dia interferem e muito em nossa forma de criar.

Então, essa primeira dica é simples, mas muito valiosa: monte um quadro de referências legais que vão te ajudar a se inspirar e criar o seu próprio estilo de desenho. Pode ser algo físico, como um painel com fotografias, ou um álbum no Pinterest, com coisas que te deixam feliz, motivada, animada.

Eu tenho uma pasta lá no Pinterest, chamada “inspiração”. E sempre recorro a ela quando vou iniciar um trabalho novo de ilustração ou quando sinto necessidade de “limpar as vistas”. Faz um bem danado e parece abrir a minha visão para a criatividade.

Dica 2 – Quadradinhos espelho

Sabe que foi por meio de quadradinhos que comecei a fazer minhas primeiras ilustrações? Eles funcionam como um espelho, em que a gente reproduz os mesmos traços de um lado e do outro. Isso permite que o desenho tenha proporções, não fique tão desigual e obedeça a uma certa simetria. Para quem vai começar agora a desenhar, é uma ajuda e tanto para começar a ter noções de espaço e tamanho.

Ah! Dá uma olhada nesse artigo legal sobre diferentes tipos de lápis para desenho.

Dica 3 – Rascunhar e apagar sem medo

Não tenha medo do papel em branco. Nem da ideia que dança em sua cabeça. Provavelmente, a reprodução no papel não vai mesmo ficar idêntica ao pensamento, mas o importante é que os seus traços a conheçam e descubram também a forma deles de serem livres no papel. Muitas vezes, a gente desiste quando imagina uma coisa e a vê tomando forma de outra maneira. Mas a intenção aqui é contar que, de uma coisa que parece que deu errado, podem surgir outras ideias novas e fabulosas! Acontece muito comigo: penso em começar a desenhar um rosto e, quando efetivamente dou início ao desenho ele toma outros caminhos que ficam até mais legais que o inicial.

Por isso, para aprender a desenhar, é preciso ter a consciência do erro e aceitá-lo como parte do processo de entendimento. Acho que isso acontece em outras áreas da vida da gente, né? Não só em uma ilustração.

Dica 4 – Faça uso das formas geométricas

Explore as formas geométricas! A partir delas, desenhos incríveis podem surgir. Quando eu era criança, meu pai fazia muitos desenhos transformando formas geométricas em bichinhos. Assim, eu fui aprendendo sobre as formas das coisas, as possibilidades de criar a partir de triângulos e retângulos. Experimente! Aqui, no nosso exemplo, fiz uma casinha simples, pra mostrar como podemos transformar coisas pequenas em construções mais amplas. Mas dá para rabiscar, apagar traços, e conseguir desenhos encantadores a partir de formas geométricas.

Dica 5 – Descubra o seu estilo

De nada adianta seguir todas essas dicas se, no fim, estamos fazendo uma reprodução de algo que a gente vê na internet, ou ali no item 1, no nosso mural de inspirações. Ter referências é importante, mas o mais legal nisso tudo é, a partir delas, você criar o seu próprio estilo de ilustração. Certamente, ele vai carregar muito sobre você, sua personalidade, seu jeito de enxergar e sentir o mundo, seus desejos. Por isso, arrisque, tente novos traços, não tenha medo do papel e sempre, sempre, faça tudo de uma forma autêntica, que represente você e seus ideais.

Vai por mim: não tem como dar errado!

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