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Há alguns anos, a palavra sustentabilidade entrou no nosso vocabulário e não deve sair dele tão cedo. Em um mundo onde 2,2 bilhões de toneladas de lixo serão produzidas até 2025, ser sustentável virou prioridade. Atualmente, cada brasileiro gera 1 kg de resíduos por dia.

A indústria, a pecuária e a agricultura são as principais responsáveis por esse descarte, mas podemos fazer nossa parte para reduzir essa quantidade enorme de despejo, que é somada à produção de substâncias que prejudicam o meio ambiente.

Você já pensou sobre como o mercado da moda afeta a natureza? O fast fashion, tendência da moda rápida e de preços baixos, causa muitos danos. Estudos mostram que uma peça de roupa usada cinco vezes e jogada fora após um mês produz 400% a mais de emissão de carbono do que se fosse mantida por um ano e vestida 50 vezes.

Essa indústria também prejudica mananciais de água e usa toxinas durante a produção. Além disso, grandes lojas de departamento, como Zara e H&M, são acusadas de utilizar mão de obra escrava e infantil para tornar o negócio mais lucrativo.

Por um consumo mais consciente

Em 2015, o documentário The True Cost, disponível na Netflix, revelou o lado sombrio da indústria da moda, a segunda mais poluente do mundo, ficando apenas atrás da de petróleo.

Dirigido por Andrew Morgan, o filme mostra como o trabalho para redes de fast fashion é abusivo, com salários bem abaixo do esperado e condições subumanas. Essas situações são muito comuns em países da Ásia, como Índia, Vietnã e China, de onde, provavelmente, vem a maioria do seu guarda-roupa.

O longa nos faz pensar sobre a que custo compramos roupas tão baratas e descartáveis. Vale a pena ter uma blusa de U$ 5 se ela está sendo produzida por pessoas – em geral, mulheres – que trabalham horas a fio em condições precárias? Vale a pena estar linda e maravilhosa nos seus looks diários às custas de um sistema que não se preocupa com o a saúde do planeta?

origem das suas roupas

Moda sustentável

Algumas atitudes podem ajudar a mudar esse ciclo que beneficia apenas o lucro de grandes empresários. Em geral, nosso guarda-roupa está cheio de peças paradas há um bom tempo. Em vez de sair para comprar uma nova, que tal dar uma olhada nas gavetas e ver se algo por lá não serve para montar seu #ootd?

Também é mais sustentável comprar apenas o que precisamos. Para que encher seu quarto de peças que só vai vestir uma vez? Invista no que for usar mesmo!

E, claro, prefira marcas que se preocupam com essas questões. A famosa grife Stella McCartney é um exemplo. A rede foi fundada por Linda McCartney, que cresceu em uma fazenda na Escócia, onde comia os vegetais que a família plantava. Suas coleções não usam couro, pele, pelo ou penas de animais, optando por algodão orgânico, sedas, lãs e poliéster reciclados.

Com a pressão de ativistas e consumidores que desejam ser mais sustentáveis, já há ações na indústria da moda que incentivam produções como a de McCartney. Então, antes de comprar uma roupa nova, pergunte se você realmente precisa dela. Se sim, pesquise onde adquirir peças que prejudiquem menos o planeta!

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