Enquanto seu trabalho acumula, os estudos estão atrasados ou a louça só aumenta de tamanho na pia, a melhor escolha parece ser procrastinar. Por quê? Por qual razão preferimos deixar tudo para o último minuto se podemos adiantar quase todas as nossas tarefas?

A resposta pode ser revelar muito sobre você. No livro Roube como um artista: 10 dicas sobre criatividade, o escritor e artista norte-americano Austin Kleon afirma algo que muita gente já deve pensado: as pessoas deveriam trabalhar com aquilo que fazem enquanto estão enrolando no emprego.

Tá, pode ser uma medida drástica. Talvez, você não precise largar seu trabalho. Mas, praticar o que Kleon chama de procrastinação produtiva pode abrir seus olhos para um lado seu mais criativo, o que pode te tornar mais produtiva!

Segundo ele, passar muito tempo ocupada com atividades que já estão automatizadas pelo cérebro ajuda a tornar nossa mente ociosa e preguiçosa. Precisamos, sim, de um tempo para não fazer nada: caminhar sem rumo, olhar para as paredes ou até mesmo passar sua roupa. Uma boa ideia pode surgir daí!

O filósofo e professor da Universidade de Stanford John Perry também defende esse tempo livre. Ele, inclusive, propõe o que chama de procrastinação estruturada, em que você monta uma lista de afazeres começando pelos menos importantes. Assim, a mente se sente confortável quando chega a hora de realizar as tarefas mais difíceis e obrigatórias.

Aliás, negar sua necessidade de dar uma olhadinha no Facebook ou no Instagram não ajuda, aconselha Charles Duhigg, repórter do The New York Times e ganhador do Prêmio Pulitzer. O jornalista diz que a tentação só cresce quando resistimos à procrastinação. Então, para manter a produtividade no trabalho, separe um tempinho para perder tempo com redes sociais, séries, filmes ou simplesmente com nada!

Quando sua mente está tranquila sobre as atividades mais sem sentido que existem, você conseguirá render mais no dia a dia!

Agora que tem bons argumentos, não deixe mais que as pessoas te façam sentir culpada por procrastinar um pouquinho! Pelo visto, não faz mal passar um tempo à toa.