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Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras e, no caso da ilustração científica, um desenho diz tudo! No fascinante mundo da ciência, ser capaz de transmitir informações de forma clara para o público mais diverso é vital para a divulgação do conhecimento.

É aí que entra essa técnica de desenho que combina arte e biologia para comunicação da ciência de forma visual, além de criar lindas obras de arte.

Se interessou pela ilustração científica? Saiba como começar!

O objetivo não é atingir o hiper-realismo, e sim oferecer uma visualização precisa. Isso quer dizer esquematizar o objeto de estudo destacando os aspectos que o pesquisador deseja explicar. Isso é muito comum em livros didáticos, por exemplo. Lembra das representações de células nos livros de ciência? As imagens direto do microscópio podem não significar tanta coisa para leigos quanto um desenho esquemático.

A ilustração científica também é muito usada em desenhos de anatomia, registro de novas espécies e trabalhos até mesmo mais artístico como tatuagens! O conhecimento científico nem sempre é um requisito, mas você deve estar ciente do que a ilustração precisa mostrar.

Desenvolver as técnicas de ilustração científica é uma excelente forma de praticar suas habilidades de desenho de modo geral porque te ajuda a treinar o seu olhar, já que a técnica consiste em muita observação. Desafie-se a desenhar um elemento da vida real sem o auxílio de fotografia sempre que puder! Desse jeito você consegue ver todos os detalhes, texturas e aprender a recriar no papel a profundidade e o volume de um objeto tridimensional.

Agora vamos para as dicas práticas nesse passo a passo:

1- Escolha um objeto para desenhar:
Flores, folhas, animais, pedras e conchas são ótimos temas para começar. Lembre-se que algumas flores murcham com facilidade, então tenha em mente que seu objeto pode mudar no meio do processo. Um rascunho bem feito no começo te dá as guias para continuar mesmo assim.

2- Observe, observe, observe!
Tome um tempo em frente ao objeto só olhando pra ele. Preste atenção nas formas, texturas, cores, padrões. Ter uma lupa por perto pode ser bem conveniente!

Repare como as folhas da quaresmeira se distinguem de outras espécies. As linhas verticais são bem marcadas e atravessadas por nervuras bem fininhas. Tente transmitir detalhes como esses no seu desenho!

3- Faça rascunhos e esboços:
Essas duas etapas são fundamentais para qualquer tipo de desenho, pois garante um bom aproveitamento do papel e distribuição do espaço, além de assegurar  um bom planejamento. Pense na melhor forma de mostrar seu objeto, quais aspectos você precisa ressaltar e qual o melhor ângulo.

4- Finalize o desenho:
com a técnica de pontilhismo você consegue reproduzir com precisão os volumes e detalhes que você observou, além de dar um acabamento incrível. Usando
canetas nanquim com espessuras diversas, é possível mostrar volume, brilho, contraste entre claro e escuro, além de reproduzir texturas.

Ilustração científica

O princípio da técnica é fazer pontinhos com as canetas de modo que as áreas mais escuras tenham os pontinhos mais concentrados e as áreas claras fiquem em branco ou com os pontos mais espalhados. Quanto mais fina a caneta, mais preciso é o resultado.

É um trabalho minucioso, mas que recompensa. Precisa ter paciência e muita prática, o truque é nunca desistir!

Agora que você sabe como começar e está por dentro dos princípios da ilustração científica, já pode criar desenhos para enciclopédias e pesquisas, além de se arriscar em trabalhos mais artísticos. Abra seus olhos e deixe que a natureza te inspire a desenhar!