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Nossas avós e bisavós não tinham a facilidade do pré-natal ou das maternidades preparadas para dar o máximo de conforto à mãe e ao bebê. Ultrassonografia? Que nada. A única opção era descobrir o sexo do neném na hora do parto.

Para não passar por toda a gravidez sozinha, essas bravas mulheres contavam com a ajudinha de outras igualmente corajosas: as doulas. Geralmente, eram as mais velhas e experientes da comunidade ou da família.

Com as tecnologias médicas e o avanço do sistema de saúde, elas caíram no esquecimento por um tempo. Há alguns anos, no entanto, ressurgiram com tudo. Muitas mamães têm recorrido a esse apoio. 

As doulas oferecem auxílio físico e emocional durante toda a gestação. Também ajudam durante e no pós-parto. Alguns levantamentos científicos mostram que essas companheiras fiéis diminuem riscos e tornam o processo mais leve.

Se você está grávida e pensou em contratar uma doula, pode ser uma boa ideia.

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O que faz uma doula?

Ela orienta os pais durante a gravidez e prepara a mulher para o parto normal. No nascimento, está lá para dar suporte e sugerir posições mais confortáveis. Também é expert em técnicas naturais de alívio de dor. Após o parto, ajuda na amamentação e nos cuidados com o recém-nascido.

A jovem Pollyanna Souza, de 28 anos, começou a atuar como doula em 2014, logo após se formar em Relações Internacionais. Com o fim da graduação, iniciou a busca por trabalhos que tivessem a ver com educação infantil. Acabou descobrindo que o nascimento é um momento essencial para o desenvolvimento da criança.

Ao ler, em um blog, dois depoimentos de mães, não hesitou em escolher esse caminho. Uma das mulheres contava como o parto tinha sido uma experiência violenta e traumatizante. Outra dizia que foi suave, com a ajuda de uma doula. “Percebi que fazia todo sentido. Acredito muito que o nascimento faz diferença na vida do bebê. Me preocupava com a educação infantil, mas percebi que o parto é um momento tão importante quanto”, explica Pollyanna.

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Depois de se especializar em um curso em São Paulo, a jovem se tornou doula e terapeuta intuitiva na equipe Taperá, que fornece acolhimento, apoio e fortalecimento da mulher na gravidez e no pós-parto.  Pollyanna também é instrutora na GentleBirth Brasil, em que trabalha técnicas de preparação para o parto com o auxílio de mindfullness, hipnose e outras práticas que deixem as mamães mais tranquilas.

O que não esperar de uma doula?

Pollyanna conta que a doula começa a atuar assim que é contatada pela mãe. “A gente vai conversando, passando informações para ajudar a construir o parto que ela deseja. Claro que existem situações em que algumas intervenções médicas são necessárias. Mas, quando ela está informada sobre em quais momentos isso pode ser necessário, consegue conversar com o médico”, conta.

As doulas ajudam na concepção de um plano de parto, um documento que a mulher entrega à equipe médica, mostrando que é uma pessoa única, com desejos específicos para um dos momentos mais importantes de sua vida: a chegada do bebê.

Mas, a equipe médica não pode ser substituída pela doula, que não tem competência para checar o neném dentro da sua barriga, verificar dilatação ou ser parteira, por exemplo. Esse é o papel dos médicos e enfermeiros. Ela está lá para conforto emocional, deixando a mãe mais confiante.

Se você gostou da ideia, basta procurar doulas pela sua cidade. Há um custo, mas Pollyanna conta que o serviço é acessível a qualquer mulher, não apenas às de condição financeira mais alta. Há, inclusive, doulas voluntárias por aí. Pesquise e aproveite todas as vantagens de uma gestação mais tranquila.

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