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Como é possível que o bordado e feminismo tenham algo em comum?

Quase todas as jovens de hoje viram as avós bordarem. O ato de uma senhorinha usando linha e agulha para dar vida a belos desenhos não ficou gravado na nossa mente de forma positiva. Pelo contrário, representava uma sociedade na qual a mulher era refém de atividades domésticas e manuais. Foi dever de nossas mães romper com isso. E o nosso, manter a distância dessa tradição.

Mesmo quem achava a técnica prazerosa ou bonita tinha medo de se aproximar. O bordado, por décadas, foi relegado a algo dos velhos costumes, quase uma ação antifeminista. E foi assim com muita coisa: por que mulher tem que gostar de cozinhar, cultivar um jardim ou cuidar da casa? Era momento de ir além desses muros.

O problema é que, nessa luta, deixamos de lado o manual. Fugir desse caminho era sinônimo de abraçar o feminismo. Mas, há alguns anos, começamos a perceber que estávamos negando uma parte de nós mesmas. O surgimento do fenômeno Faça Você Mesmo colocou para fora o que muitas meninas estavam guardando no armário: o desejo de produzir com as próprias mãos.

Da autorreflexão ao renascimento do bordado

bordado e feminismo

Muitas mulheres foram atrás de hobbies que ajudassem a esvaziar a mente de tanta preocupação. O trabalho dominava a rotina. Queríamos mais! Onde estava nosso potencial criativo? Teve quem encontrou esse caminho com tesoura, linha e agulha na mão. E reconfigurou aquela imagem da vovó, sentada numa cadeira de balanço, bordando horas a fio.

Muitas se descobriram artistas e perceberam como as técnicas manuais são fórmulas para ativar a criatividade. Hoje, o bordado é sinônimo de empoderamento feminino, de expressão da mulher na arte, e tem um grande poder de transformação social! O bordado e feminismo estão de mãos dadas.

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